Mas no final das contas, do que é que estamos falando? Ser modelo não é exatamente ser apenas um rostinho ou corpinho atraente. Isso por si só não basta. É importante ter a visão dos contratadores: porque eles te escolheriam, entre outras pessoas tão belas ou até mesmo mais que você?
O objetivo de uma divulgação comercial é atingir publico alvo, criar sinergia, sintonia, criar uma ponte entre o que a marca vende e o público. A modelo ajuda a construir e materializar algo mais palpável, ao demonstrar a usabilidade daquele produto, mesmo que seja de forma ludica. Outros aspectos intrinsecos, como a qualidade da emoção inserida na campanha dependerão em grande parte do fotógrafo, em parte da marca e seus produtos, em parte da produção se houver a parte, (muitas vezes o próprio fotógrafo) e também, da pós produção, que finalizará as imagens. Só isso? Não!
Depende também, e fundamentalmente, da marca saber utilizar o material e divulgar. O processo de construção da marca assim como do nome da modelo deve ser constante. Utilizar nomes famosos cria uma ponte maior e mais firme, mas sem um público pre-existente cativo, para absorver e consolidar essa divulgação, o resultado é como jogar 1000 sacos de sementes em um vasinho com areia. Por isso, não se deve atribuir a responsabilidade do sucesso a apenas uma das partes. Criar público é um trabalho as vezes oneroso, lento, e talvez, de formiguinha - principalmente no começo. Depoooois é que haverá o que se chama de "massa crítica" que por sua própria inércia atrairá novos consumidores e fãs, tanto para a marca quanto para a modelo.
Para o caso da loja, se não há alguém trabalhando nesse aspecto, se está apenas aguardando clientes entrarem pela loja, sinto muito mas provavelmente levará 10x mais tempo para alcançar o sucesso desejado. É necessário investir em divulgação e criação do conceito da marca, mesmo que esse conceito seja semelhante ao dos concorrentes que já estão consolidados - e por isso mesmo!
Portanto, corretos estão os profissionais, tanto lojistas quanto modelos que tem visão deste fato: não se faz as coisas passivamente; É do interesse de ambos os lados construir um público alvo, e se este público for fidelizado ao nome de um vinculado ao outro (modelo & marca), ambos devem trabalhar para a alavancagem de seu lado e também da outra parte.
Ninguém quer trabalhar com profissionais ou empresas passivas, que não se movimentam, que não geram crescimento, que não trazem perspectiva, ou que não orientem o que se deve fazer, mesmo que isso esteja além do escopo deste profissional ou empresa.
É parcialmente do escopo da Studiogroup orientar, mas não é obrigação, uma vez que não é uma empresa de marketing, e isso é escopo de marketing e publicidade! Entretanto, a existencia da ponte modelo-loja se dá nesse ambiente, então é importante que se tenha clareza disso.
Tanto modelo quanto lojista devem batalhar ativamente para constituir público alvo, o que nunca é um elemento desperdiçado - sempre haverá utilidade para isso. E hoje, publico alvo é quase sinonimo de sucesso em redes sociais, que é a nova televisão, e o melhor disso: permanente e gratuito.
Por isso, é importante que a modelo batalhe também para ter sua rede de fãs e um público constituído. É simples: uma modelo famosa já de cara é atraente para a marca, pois tem característica pop, ou seja, de saber se fazer conhecida. E isso é divulgação para a marca, e cria imagem positiva. Pois apenas pessoas positivas criam grandes redes de fãs para si mesmas.
Por Gabriel Ishida - Studiogroup Models & bodyart
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